domingo, 18 de agosto de 2013

Lembranças de um Cadete

É como se ainda pudesse ver o brilho da brilhantina
O cabelo grudento, brilhando como platina
É como se ainda sentasse em seu colo
E continuasse a ouvir suas histórias
De um jovem Cadete, atleta, forte e todo prosa


Seus contos ganharam vida em mim
Assisti à eles como a filmes
Que reprisavam sempre que a saudade parecia uma estrada sem fim
Mas agora perderam as cores
Sem a narração do personagem principal
São apenas como fotos antigas
Memórias perdidas nas ruas da vida
Que estarão sempre penduradas em meu varal

Nunca esquecerei do “eu te amo” mais sincero
Do aperto de mão mais terno
Quando palavras já não eram possíveis
Mas sempre tão visíveis
Pelo brilho em seus olhos
Logo eu tive certeza que o melhor avô do mundo era o meu
Você não mediu esforços

E foi o melhor homem que qualquer pessoa um dia conheceu