sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Sobre a vocação de ser mãe

Agradeço a Deus e a Nossa Senhora das Graças pela sua vida, meu filho. Agradeço a Deus por ter feito o MILAGRE da concepção em meu ventre, por ter plantado uma alminha tão pequenina dentro de mim, tão indigna de tanta graça. Como eu te amei meu filho, desde o primeiro instante em que soube de sua existência. Como eu te amei, mesmo quando recebi o diagnóstico de Toxoplasmose, mesmo quando o médico me disse que você poderia nascer deficiente, mal formado, com problemas mentais e que até corria o risco de perdê-lo. Mesmo assim eu te amei, sabendo que Deus tinha operado em mim o milagre da VIDA, que é tão preciosa e tão cara a Ele. Como eu rezei por você, te consagrei à Nossa Mãe do Céu e a São José, sobre os quais você tanto irá me ouvir falar. Mesmo chorando, rezava confiante pela sua vida, semeei com lágrimas de fé e esperança sua chegada. Como é linda a vocação de ser mãe. Pude ver essa beleza pelas provações, e me derreto a cada sorriso seu, a cada olhar que você nos lança, que nos olha tão profundamente que já dizemos que é um olhar “de compreensão”. O menor gesto seu é um milagre para nós, é uma prova que nossa mãezinha do céu se compadeceu de mim num momento tão difícil, e como uma mãe doce e carinhosa, cuidou de você desde a barriga, e também de mim, me mostrando a graça que é cuidar de um milagre divino.
Eu te amo meu filho, te amo imensamente. O amor que eu sinto por você é como olhar para o horizonte, é nunca ver um fim.