segunda-feira, 16 de setembro de 2013

A importância de rezar pelas almas do Purgatório

É certo, diz um autor, a ingratidão não pode existir no Purgatório. Aquelas benditas Almas hão de proteger e socorrer os que as aliviam nesta vida com seus sufrágios.

O célebre Cardeal Baronio  conta que uma pessoa devota das Santas Almas foi terrivelmente tentada na hora da morte. Estava desolada e quase em estado de desespero, quando uma multidão de pessoas veio em seu auxílio. Logo ficou livre de toda tentação e entrou em doce paz. Perguntou curiosa:

- Que multidão é esta que entrou aqui e na mesma hora senti tanto alívio e fui socorrida pelo Céu?

- Somos as Almas que tirastes do Purgatório, responde uma doce voz e viemos buscar a vossa Alma para juntos entrarmos no Céu.

Ao ouvir estas palavras, a agonizante feliz sorriu e expirou. São Felipe Neri era também devotíssimo das almas, e, cheio de caridade, nunca deixou de socorrê-las em toda sua vida. Muitas vezes lhe apareceram para lhe testemunhar uma gratidão profunda. Depois da morte do Santo, um de seus confrades o viu na glória do Céu, cercado de uma multidão de bem-aventurados no esplendor da glória eterna.

- Que corte é esta que vos cerca? Pergunta o Padre.

- São as Almas que com meus sufrágios ficaram livres do Purgatório. Vieram me acompanhar na glória..
Um dia Santa Brígida, numa visão que teve do Purgatório, ouviu a voz de um anjo que descia do Céu para consolar as Almas e repetia:
Bendito seja aquele que ainda na Terra enquanto vivo, ajuda as Almas do Purgatório com suas orações e boas obras! A justiça de Deus exige que necessariamente as Almas sejam purificadas pelo fogo, e as obras boas dos amigos das Almas as possam livrar do sofrimento.

     Doas abismos a Santa ouviu também esta súplica:
“Ó CRISTO JESUS, nosso Juiz justíssimo, em nome de vossa misericórdia infinita, não olheis as nossas faltas que são inumeráveis, mas os méritos do vosso Preciosíssimo Sangue derramado na Paixão! Senhor, fazei que os eclesiásticos, religiosos e prelados, com um sentimento de caridade que Vós lhes dareis, venham nos socorrer em nossa triste situação por suas orações, esmolas, indulgências e que eles nos tirem de nossa triste situação.”
Outras vozes respondiam agradecidas: Graças, mil graças, Senhor, a todos os que nos aliviam em nossos sofrimentos. Senhor, que o vosso poder pague o cêntuplo aos nossos benfeitores que nos trazem a vossa eterna e divina luz.
Era a voz da gratidão do Purgatório. Na morte e depois da morte, seremos recompensados pelo que tivermos feito em sufrágio das benditas Almas do Purgatório.
(Mons. Ascânio – Tenhamos compaixão das Pobres Almas do Purgatório, pág 32.)